O tiro esportivo é uma prática em que se utilizam armas de fogo ou de ar comprimido para acertar um alvo. Disparar contra alvos é algo que as pessoas (principalmente os soldados) fazem desde que as armas de fogo foram inventadas, por volta do ano 1300. O primeiro registro de uma competição de tiro data do ano de 1477. Porém foi apenas no século XIX que surgiram armas precisas o suficiente para que a atividade pudesse se organizar como esporte competitivo.
Atualmente, quinze eventos de tiro esportivo são realizados nos Jogos Olímpicos, sendo seis para mulheres e nove para homens. As competições são divididas em três categorias: carabina, pistola e tiro ao prato. A pistola é uma arma curta que só pode ser segurada com uma das mãos. A carabina é uma arma longa que exige o uso das duas mãos.
Nas provas com pistola e carabina, os atiradores devem acertar um alvo dividido em círculos. Cada círculo vale uma pontuação diferente, e quem soma mais pontos vence. Em caso de empate, os últimos dez tiros são o critério que determina o ganhador. No tiro ao prato, dividido nas classes skeet e fossa, o atleta tem de acertar o alvo de modo a quebrar um pedaço visível dele. Cada prato acertado vale um ponto, e quem soma mais pontos ganha. Os casos de empate são decididos em séries extras de tiros.
O tiro esportivo foi o primeiro esporte a trazer uma medalha olímpica para o Brasil. Em 1920, nos jogos da Antuérpia, o tenente Guilherme Paraense conquistou a medalha de ouro. Outro atirador brasileiro de destaque foi Afrânio Costa. A Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE) é atualmente a organização que regula esse esporte no país.
A verdade é que o tiro é um esporte complexo e extremamente rico em modalidades. Somente na CBTP (Confederação Brasileira de Tiro Prático), a qual eu sou filiado, existem 11 modalidades, cada uma delas dividida em 4 a 6 divisões a depender da arma utilizada. Existem outras 4 confederações de tiro no Brasil e tantas outras ao redor do mundo que administram modalidades que nós sequer temos aqui. Provavelmente existem tantas (ou mais) modalidades esportivas com armas, quanto com bolas.
Por isso todo militante pelo direito ao livre acesso às armas, à legítima defesa e à liberdade deve conhecer e divulgar o Tiro Esportivo. Preservar a sua prática não só auxilia na formação de cidadãos conscientes, responsáveis e virtuosos, como empodera toda a sociedade contra o crescente acúmulo do poder estatal.