Lyudmila Pavlichenko foi uma soldada ucraniana que, mesmo com tamanho preconceito da época, conseguiu ficar conhecida como a mulher sniper, lutando na Segunda Guerra Mundial na infantaria soviética.
Em 1942, Lyudmila tentou fazer parte do Exército Soviético, porém, o machismo dos oficiais a impediram de mostrar o seu potencial com as armas de fogo. Determinada a ajudar, Lyudmila continuou tentando.
Alguns meses depois, ao ingressar na infantaria soviética, Lyudmila Pavlichenko se tornou a melhor mulher sniper da história, matando mais de 500 soldados nazistas, com recordes que permanecem imbatíveis até hoje.
A sua fama se deu por uma pontaria certeira e um talento para com armas de fogo imbatíveis, tornando-a rapidamente em uma lenda dentro da União Soviética.
Lyudmila na Segunda Guerra Mundial
Durante a 2º Guerra Mundial, em 1942, Lyudmila Pavlichenko estudou História na Universidade de Kiev. Com o aumento da tensão da guerra, ela decidiu se alistar ao Exército Vermelho.
Na hora da inscrição, os oficiais tentaram direcionar o seu alistamento para o setor de enfermagem, mas ela não aceitou e manteve-se motivada em se tornar uma recruta na infantaria.
Lyudmila lutou por quase três meses em Odessa, na Ucrânia, onde derrubou 187 soldados nazistas. Quando sua cidade foi tomada pelos alemães, seu batalhões recuou estrategicamente.
Nas semanas seguintes, acertou cerca de 300 soldados nazistas. Não muito tempo depois, já com o reconhecimento do seu talento, Lyudmila foi enviada aos Estados Unidos para uma visita oficial ao governo do país.
Sendo recepcionada por Franklin Roosevelt, Lyudmila foi a primeira representante soviética a ser recebida por um presidente norte-americano, tornando esse momento em um símbolo de luta pela igualdade de gênero no mundo.
Lyudmila usava um rifle de longo alcance semiautomático, tendo com arma preferida o rifle Tokarev SVT-40, famoso armamento soviético usado durante a 2ª Guerra Mundial.
A sua atuação foi de extrema importância, não apenas por demonstrar como mulheres possuem talento e garra para atuar em todas as áreas, mas também, foi crucial para barrar o avanço nazista na Europa.